Tuesday, January 16, 2007

Um pouco sobre a nossa história...



“Vender tapioca em beira de estrada? Quem já viu um negócio desse?” Essa pode ter sido uma das frases que José Bonifácio Gomes dos Santos ouviu na década de 1930, quando resolveu montar uma barraca de venda de tapiocas na margem da estrada da Paupina, em Messejana, para sustentar a família. Negócio que se tornou tradição no Ceará e fez das Tapioqueiras da Paupina um ícone local assim como as baianas que produzem acarajé na Bahia.


A tapioca, ou “pão de casa”, é um produto típico da culinária cearense e de herança cultural indígena. Mesmo com as mudanças nos hábitos alimentares, onde a tapioca perdeu a relevância conquistada no passado, a tapioca é bastante requisitada. Com o aumento na demanda do turismo, o retorno de casas de show (principalmente de forró) e os fluxos de fins de semana da população de Fortaleza para as casas de praia, a passagem nas tapioqueiras se transformou em costume. Fato que fez com que as anteriores vendas ambulantes diminuíssem (feitas feiras e mercados) e passaram a vender as tapiocas no lugar onde vivem. Majoritariamente embaixo de mangueiras.

Em 1962, o governo de Estado denominou o espaço das tapioqueiras de Pólo das Tapioqueiras.

Em 2001, o Governo do Estado do Ceará teve a necessidade de duplicar a CE – 040, para melhorar a infra-estrutura e desenvolver o turismo através do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). Essa estrada liga a capital às praias do Litoral Leste, e sua duplicação iria acabar com a atividade econômica das mulheres que trabalhavam às margens da via, sem segurança, condições de higiene adequadas e local para estacionamento.
Uma ameaça que se transformou em oportunidade. Em 2002, elas formaram a Associação das Tapioqueiras de Messejana para formalizar o Centro das Tapioqueiras e Artesanato de Messejana (Cetarme). Com isso transformou-se um dos pontos turísticos de Fortaleza. O grupo foi transferido pelo poder público para a praça que fica a cerca de 600 metros do antigo local à beira da estrada. O projeto contou com a parceria do governo do Estado, por meio de suas secretarias, com o Sebrae para organizar o trabalho das mulheres.
Dessa forma, as tapioqueiras tiveram que trocar a informalidade dos quiosques pela organização empresarial e aprender a gerenciar o negócio. O Sebrae colaborou com a distribuição das lojas, conscientização, organização e gerenciamento dos 26 boxes (22 tapioqueiras e 4 lanchonetes). Não foi só mudança de local de trabalho, também de condição. Elas descobriram a importância da cooperação.
A iniciativa privada também deu apoio. A Santa Clara,indústria de torrefação de café, patrocinou a confecção das placas com o nome de cada box e ofereceu outros materiais como as garrafas térmicas que ficam dispostas nas mesas sempre com café quente para quem chega. A Nacional Gás Butano urbanizou a praça.

Formada a associação, e com apoio de secretárias como a do Trabalho, as associadas obtiveram financiamento com a Fundação Caixa do Povo para equipar os boxes. Receberam R$ 1 mil para compra de freezer, fogão e utensílios como bacias e louça. Enquanto faziam cursos de culinária e criavam variados sabores de tapiocas. Atualmente, são ofertados cerca de 70 sabores.

No dia 12 de janeiro de 2006 as tapioqueiras do Cetarme produziram uma tapioca de 120 metros de comprimento, 300 quilos de goma e quase 200 quilos de recheio. A maior tapioca do mundo. Antes de ser servida aos turistas e apreciadores locais, ela foi inscrita no Guinness Book, o livro dos recordes.

Um pouco sobre a nossa história...



“Vender tapioca em beira de estrada? Quem já viu um negócio desse?” Essa pode ter sido uma das frases que José Bonifácio Gomes dos Santos ouviu na década de 1930, quando resolveu montar uma barraca de venda de tapiocas na margem da estrada da Paupina, em Messejana, para sustentar a família. Negócio que se tornou tradição no Ceará e fez das Tapioqueiras da Paupina um ícone local assim como as baianas que produzem acarajé na Bahia.


A tapioca, ou “pão de casa”, é um produto típico da culinária cearense e de herança cultural indígena. Mesmo com as mudanças nos hábitos alimentares, onde a tapioca perdeu a relevância conquistada no passado, a tapioca é bastante requisitada. Com o aumento na demanda do turismo, o retorno de casas de show (principalmente de forró) e os fluxos de fins de semana da população de Fortaleza para as casas de praia, a passagem nas tapioqueiras se transformou em costume. Fato que fez com que as anteriores vendas ambulantes diminuíssem (feitas feiras e mercados) e passaram a vender as tapiocas no lugar onde vivem. Majoritariamente embaixo de mangueiras.

Em 1962, o governo de Estado denominou o espaço das tapioqueiras de Pólo das Tapioqueiras.

Em 2001, o Governo do Estado do Ceará teve a necessidade de duplicar a CE – 040, para melhorar a infra-estrutura e desenvolver o turismo através do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). Essa estrada liga a capital às praias do Litoral Leste, e sua duplicação iria acabar com a atividade econômica das mulheres que trabalhavam às margens da via, sem segurança, condições de higiene adequadas e local para estacionamento.
Uma ameaça que se transformou em oportunidade. Em 2002, elas formaram a Associação das Tapioqueiras de Messejana para formalizar o Centro das Tapioqueiras e Artesanato de Messejana (Cetarme). Com isso transformou-se um dos pontos turísticos de Fortaleza. O grupo foi transferido pelo poder público para a praça que fica a cerca de 600 metros do antigo local à beira da estrada. O projeto contou com a parceria do governo do Estado, por meio de suas secretarias, com o Sebrae para organizar o trabalho das mulheres.
Dessa forma, as tapioqueiras tiveram que trocar a informalidade dos quiosques pela organização empresarial e aprender a gerenciar o negócio. O Sebrae colaborou com a distribuição das lojas, conscientização, organização e gerenciamento dos 26 boxes (22 tapioqueiras e 4 lanchonetes). Não foi só mudança de local de trabalho, também de condição. Elas descobriram a importância da cooperação.
A iniciativa privada também deu apoio. A Santa Clara,indústria de torrefação de café, patrocinou a confecção das placas com o nome de cada box e ofereceu outros materiais como as garrafas térmicas que ficam dispostas nas mesas sempre com café quente para quem chega. A Nacional Gás Butano urbanizou a praça.

Formada a associação, e com apoio de secretárias como a do Trabalho, as associadas obtiveram financiamento com a Fundação Caixa do Povo para equipar os boxes. Receberam R$ 1 mil para compra de freezer, fogão e utensílios como bacias e louça. Enquanto faziam cursos de culinária e criavam variados sabores de tapiocas. Atualmente, são ofertados cerca de 70 sabores.

No dia 12 de janeiro de 2006 as tapioqueiras do Cetarme produziram uma tapioca de 120 metros de comprimento, 300 quilos de goma e quase 200 quilos de recheio. A maior tapioca do mundo. Antes de ser servida aos turistas e apreciadores locais, ela foi inscrita no Guinness Book, o livro dos recordes.

Thursday, January 11, 2007

Um mundo de sabores